quarta-feira, setembro 30

Como prevenir a amebíase


A amebíase é uma doença que se apresenta no intestino grosso devido ao contágio da ameba parasitária Entamoeba histolytica. Esta doença encontra-se presente no mundo inteiro, ainda que seja mais comum em países tropicais nos quais o saneamento básico é precário. Evitar o contágio deste parasita é possível mas para conseguir isso você deverá pôr em prática certas medidas:

  1. A amebíase costuma se propagar pela ingestão de comida ou água contaminada, e também pelo contato com matéria fecal infectada. Ainda que muitas das pessoas que se contagiam com este parasita não apresentem sinais de infecção, quando as amebas invadem as paredes do intestino grosso se manifestam os sintomas desta condição, que devem ser tratados rapidamente por médicos para evitar uma desidratação severa ou outras complicações.
  2. Uma das primeiras armas para prevenir a amebíase, especialmente quando viajamos, é ingerir sempre água engarrafada procedente de uma fonte fiável. Consumir água da torneira, em rios ou mananciais pode desencadear uma infecção estomacal ou gerar mal-estar, especialmente se visitarmos zonas tropicais, com poucas medidas de higiene ou países em vias de desenvolvimento.
  3. Também é importante evitar consumir alimentos crus, como saladas ou vegetais, cuja manipulação ou higiene desconhecemos. Lavar os vegetais e frutas submergindo-os em água com umas gotas de vinagre ou limão durante alguns minutos ajudará a reduzir a possibilidade de propagação da amebíase ou outras infecções estomacais. Se você come fora de casa, especialmente quando está viajando, o melhor é evitar completamente os alimentos crus.
  4. A higiene após ir ao banheiro é também fundamental para prevenir a amebíase. Assim como ocorre com outras infecções estomacais, é importante lavar as mãos com água e sabão após ir ao banheiro e antes de comer; desta forma reduzimos a possibilidade de que os alimentos se infectem de parasitas ou outros organismos.
  5. Recomenda-se evitar recolher água de reservatórios ou áreas nas quais se tenha acumulado. É importante que a água para o consumo humano sempre seja potável. Outras recomendações para prevenir a amebíase são:
  • Evitar comer em lugares que pareçam pouco higiênicos ou que não tenham uma cozinha adequada.
  • Controlar a presença de moscas, pois podem transportar o parasita e causar infecções.
  • Se você precisa ingerir água que não seja engarrafada, ferva pelo menos 10 minutos antes da beber.

Se você suspeita que se contagiou de amebíase, procure ajuda médica imediata.


domingo, fevereiro 7

Amebíase

A amebíase ou disenteria amebiana é uma doença de difusão mundial causada pelo protozoário Entamoeba histolytica, que se instala principalmente no intestino grosso humano.

Quem está sob risco de amebíase?

Embora qualquer um possa ter amebíase, ela é mais comum em pessoas que vivem em regiões tropicais de condições sanitárias ruins. Não se restringe apenas a países tropicais, mas é freqüente também no clima frio.



Como é a transmissão da amebíase?

A pessoa pode contrair amebíase:
* Ao colocar qualquer coisa na boca que tocou em fezes de alguém infectado pela E. histolytica.
* Ao engolir algo, como água ou comida, que esteja contaminado com E. histolytica.
* Ao tocar a levar à boca cistos (ovos) de E. histolytica obtidos de superfícies contaminadas.

Ciclo Evolutivo

No seu ciclo evolutivo, a Entamoeba histolystica pode assumir quatro formas diferentes:
• trofozoíto "minuta", pequeno, até 20µm, mononucleado, com pseudópodes, vivendo no intestino, destituído de patogenicidade, alimentando-se de bactérias, muco e amido. Pode ser encontrado nas fezes não-disentéricas. Forma o cisto de transmissão desta protozzose;
• cisto imaturo, forma arredondada, com núcleo grande e membrana pré-cística, que começa a se formar ao redor do protozoário. Forma-se quando as amebas na forma de trofozoíto "minuta" são arrastadas pela corrente fecal, na porção final do intestino grosso e reto;
• cisto maduro, com quatro núcleos e dupla membrana protetora. É expelido com as fezes e representa a forma de transmissão. Vive até 4 semanas em condições favoráveis de umidade; porém, à temperatura de 50ºC, é destruído em poucos minutos;
• trofozoíto "magna" ou tissular, forma invasora de tecidos, patogênica, medindo até 60µm, mononucleado, com pseudópodes, vacúolos digestivos contendo principalmente hemáceas. Não sobre encistamento e pode ser encontrado nas fezes de pacientes com disenteria amebiana.
O ciclo evolutivo começa pela eliminação de cistos juntamente com as fezes de um doente ou portador da doença. os insetos, podem ser considerados vetores mecânicos, pois, quando se alimentam de fezes contaminadas ou quando pousam nelas, contribuem para a disseminação e a transmissão dos cistos. O indivíduo sadio, ocasionalmente, poderá ingerir os cistos com água ou alimentos contaminados. Na cavidade intestinal, os cistos se rompem, liberando amebas na forma de trofozoíto.

Sintomas da amebíase

Somente 10% a 20% das pessoas infectadas por E. histolytica ficam doentes. Os sintomas da amebíase geralmente são moderados e podem incluir diarréia, dor estomacal e cólicas estomacais. A disenteria por amebíase é uma forma severa da doença associada a dor estomacal, fezes com sangue, e febre. Em ocasiões raras, E. histolytica pode invadir o fígado e formar um abscesso. Ainda mais raramente, E. histolytica pode se espalhar para outras partes do corpo, como pulmões ou cérebro.


Se a pessoa ingerir E. histolytica, com que rapidez ficará doente?

Somente de 10% a 20% das pessoas que foram infectadas ficam doentes. Das pessoas que ficam doentes com amebíase, os sintomas geralmente desenvolvem dentro de 2 a 4 semanas, apesar disso poder variar para muitas semanas ou mais.

Diagnóstico da amebíase

O médico pedirá exame de fezes para diagnóstico. Uma vez que E. histolytica nem sempre é encontrada em cada amostra de fezes, o médico pode pedir várias amostras de vários dias. O diagnóstico da amebíase pode ser difícil. Um problema é que outros parasitas e células podem parecer com a E. histolytica quando vistos sob o microscópio. A Entamoeba histolytica e outra ameba Entamoeba dispar, a qual é 10 vezes mais comum, parecem iguais sob o microscópio. Porém, infecção pela E. dispar não deixa a pessoa doente e desta forma não precisa de tratamento. Infelizmente, a maioria dos laboratórios ainda não possui testes para distinguir entre infecção por E. histolytica ou E. díspar.

Teste de sangue também está disponível, mas somente é recomendado quando o médico achar que a infecção se espalhou para além do intestino a outro órgão do corpo, como o fígado. Porém, o teste de sangue também pode não ser conclusivo no diagnóstico, uma vez que ele dá positivo se a pessoa teve amebíase no passado mas não está infectada atualmente.

Tratamento da amebíase

Existem vários antibióticos disponíveis para o tratamento de amebíase. O tratamento precisa ser prescrevido por um médico. O paciente é tratado com somente um antibiótico se a infecção por E. histolytica não o deixou doente. Será tratado com dois antibióticos (primeiro um depois outro) se a infecção o deixou doente.

A pessoa com amebíase pode espalhar a doença para o resto da família?

Sim, pode-se passar a amebíase para outras pessoas. Porém, esse risco é pequeno se a pessoa for tratada com antibióticos e praticar boa higiene. Isso inclui lavar cuidadosamente as mãos depois de usar o toalete, depois de trocar fraldas, e antes de manusear alimentos.

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terça-feira, janeiro 19

Sintomas Amebíase

Os sintomas mais freqüentes são a febre e diarréia, que muitas vezes vem acompanhada de sangue ou muito muco. Em algumas ocasiões a diarréia se alterna com prisão de ventre - desinteria amebiana. Dor em forma de cólicas, com desejo de evacuar freqüentemente. Quando existe diarréia de cor amarelada, pastosa, chama-se de giardia, que é uma enfermidade provocada por um tipo diferente de parasita microscópico e que se cura da mesma maneira. Quando existe febre e diarréia com sangue, a infecção não é ocasionada por amebas, e sim por bactérias chamadas Shigellas.

Não muito comumente o protozoário pode entrar na circulação e formar abscessos (coleções fechadas no interior de algum órgão ou estrutura do corpo) no fígado que causam dor e febre com calafrios. Estes abscessos podem romper-se para o interior do abdômen ou mesmo do tórax comprometendo as pleuras (camada que reveste os pulmões) ou o pericárdio (camada que reveste o coração). Também raramente podem formar-se tumorações no intestino que se denominam “amebomas”.

As situações de doença extra-intestinal ou invasiva são as que levam aos casos mais extremos que evoluem para a morte do indivíduo infectado.